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A minha primeira meia-maratona Por Fábio Maradei* Para quem há menos de um ano estava sedentário, completar uma meia-maratona é uma vitória. Um vitorioso, foi assim que me senti ao cruzar a linha de chegada da 5ª Meia-Maratona A Tribuna-Praia Grande. Vibrei. E a satisfação de ver vários amigos comemorando o meu desempenho foi melhor ainda. A participação na prova surgiu de um desafio feito pelo diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, sabendo que eu estava correndo e como assessor de imprensa do evento, desde a sua criação, seria legal essa vivência como atleta. Confesso que na hora fiquei com receio e tratei de treinar ainda mais. O que só fez bem à minha vida. Neste domingo, antes da largada, recebi dicas e conselhos de muita gente. Até tentei seguir alguns, mas quando a buzina de largada toca, a adrenalina fala mais alto. Eu sabia que o ideal era começar mais tranquilo e subir de rendimento a partir da metade da prova. Mas que nada. Até tentei me segurar, no entanto corri os 10 primeiros quilômetros mais fortes do que tinha planejado, passando em 48 minutos e 58 segundos (na 733ª posição geral). Tudo contribuiu: a vibração dos atletas ao seu redor, o clima e a motivação do público. Ainda no começo da disputa, um lojista colocou o hino nacional para tocar bem alto. Foi uma iniciativa legal. Outros gritavam o tempo todo. E não posso esquecer das meninas do posto de hidratação no KM 6, incentivando a todos que pegavam água de forma bem animada. Empolgado, segui bem e, ao chegarmos na praia, o visual ajudou. O pessoal em volta e vários amigos também. Muita gente ia conversando, se conhecendo, se ajudando. Muito legal. Até o KM 16, minha média estava para completar a prova em 1h45min, mas nesse ponto senti um pouco o cansaço e pensei: “Agora falta só cinco”. O tempo oficial foi 1h47min25s (749º colocado no geral). Minha meta era fazer abaixo de 1h50min. Um motivo a mais para comemorar. Acredito que para a maioria que estava ali, a colocação não importou muito. A marca pessoal sim. Porém o principal foi mesmo completar a prova. Pelo menos para mim foi um momento para se guardar para sempre. E isso foi só o começo. Ano que vem espero aproveitar essa prova novamente. Em tempo, como já ouvi muitas e muitas vezes, a corrida é o esporte mais democrático que existe mesmo. Basta um par de tênis (e isso é importante ter um adequado) e sair para treinar. Qualquer lugar é viável. Ainda mais em Santos onde temos a nossa orla marítima maravilhosa, tudo plano e ainda os morros. Por experiência própria. Vale a pena correr. Quem ainda não tentou, é só começar com calma, que os resultados aparecerão. Em tudo, no seu corpo, na sua mente, até mesmo na sua profissão. Fábio Maradei, 39 anos, é jornalista e assessor das corridas organizadas pelo Sistema A Tribuna de Comunicação 
CONTEÚDO, OBJETIVIDADE, DINAMISMO TELEFONES: (13) 3239.2139 - 8128.9529 E-MAIL: contato@fmanoticias.com.br SITE: www.fmanoticias.com.br 31/08/08
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